esab & acessibilidade ESAB em 19 Ago 2008
Januário Pereira do Couto: uma vida melhor com a pós da ESAB

Januário Pereira do Couto tem 43 anos e acaba de terminar a pós-graduação em Engenharia de Sistemas pela ESAB. Separado, pai de dois filhos (um com 22 e outro com 20 anos), Januário trabalha no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em Brasília e é amigo e parceiro de Marcelo Pimentel. Ele adora jogar xadrez, é o quarto jogador na categoria deficiente visual da modalidade e estará numa competição internacional na Ilha de Santa Marina, Grécia, defendendo as cores do Brasil.
Fale um pouco mais de você.
Nasci em Formosa, Goiás, sou formado em administração de empresas. Eu já dei alguns treinamentos para deficientes visuais nesta área de internet, ajudar a aprender os programas, navegar.
Eu trabalhei no TSE, até o ano passado, na questão da acessibilidade digital. Testava o site, dizia o que estava bom, onde tinha de mudar. Trabalhei com o Marcelo na acessibilidade da página da Caixa Economica Federal, pela Politec.
Qual é a experiência de navegar para você?
Quando eu conheci o Dosvox eu comecei a navegar. No início, lia muito jornal e comecei a usar o e-mail. Depois fui aprendendo a usar outros softwares, estudando os outros softwares - antes o VirtualVideo e agora o Jaws.
A internet é uma ferramenta que vem trazer quase uma igualdade. Porque temos as informações que qualquer pessoa que possui visão tem.
Há dificuldade de acesso na rede? Existem sites que inacessíveis por conta de sua deficiência?
Quando os sites são em imagem pura é muito difícil [nota: vídeos em flash e outras tecnologias não podem ser vistos pelos softwares que os deficientes visuais usam]. Hoje, com a criação e adesão ao W3C e a lei da acessibilidade, os sites são bem mais acessíveis e a maioria a gente consegue usar.
Por que você escolheu a ESAB para fazer a pós-graduação? Mudou a sua vida profissional?
Porque no curso on-line eu pude fazer no meu tempo. E todo o material estava disponível, totalmente acessível. Haviam muitas imagens que a ESAB disponibilizava em texto para a gente. Então eu não tive dificuldade nenhuma.
A vida profissional muda, sem dúvida. Começa pelo lado financeiro. Eu tive uma melhorazinha de salário. E as portas vão se abrir, porque a partir de agora posso dar aula em universidade. Num concurso, é mais um título que eu vou ter. E também pelo foro íntimo: eu encho o peito para falar que tenho pós-graduação em Engenharia de Sistemas.
Você acha que os esforços (inclusive os seus trabalhos) para inclusão dos deficientes funcionam? Isso muda a vida dos portadores?
Eu acho que a gente tem que investir nisso cada vez mais. Cada esforço é válido e superproveitoso, traz cada vez mais deficientes visuais para o mundo. Antigamente, o deficiente ficava em casa, ouvindo seu radinho e era só. Hoje ele está no mundo, está na rede, no chat, envia e recebe e-mail, tem outras fontes de notícia. A gente está ligado ao mundo, participamos dos movimentos que surgem.
Para você entender: eu sou deficiente visual e tenho um filho surdo. Ele tem uma enorme facilidade para navegar, montar computadores ou instalar softwares, por exemplo. E tem muita dificuldade para se comunicar no dia-a-dia. Eu às vezes tenho muita dificuldade de me comunicar com ele, preciso criar.
De toda forma, a deficiência é uma dificuldade, sim. Por exemplo: ir ao cinema. O filme tem que ser dublado e mesmo assim, a gente perde detalhes, porque não vê a cena. Não posso ir daqui para outro lugar de carro agora, depois de conversar com você. O que a deficiência não pode ser é um impeditivo para viver.
É difícil paquerar, conhecer novas pessoas. Há muito preconceito, isso existe, é uma coisa latente no mundo.
Fale um pouco mais de você.
Nasci em Formosa, Goiás, sou formado em administração de empresas. Eu já dei alguns treinamentos para deficientes visuais nesta área de internet, ajudar a aprender os programas, navegar.
Eu trabalhei no TSE, até o ano passado, na questão da acessibilidade digital. Testava o site, dizia o que estava bom, onde tinha de mudar. Trabalhei com o Marcelo na acessibilidade da página da Caixa Economica Federal, pela Politec.
Qual é a experiência de navegar para você?
Quando eu conheci o Dosvox eu comecei a navegar. No início, lia muito jornal e comecei a usar o e-mail. Depois fui aprendendo a usar outros softwares, estudando os outros softwares - antes o VirtualVideo e agora o Jaws.
A internet é uma ferramenta que vem trazer quase uma igualdade. Porque temos as informações que qualquer pessoa que possui visão tem.
Há dificuldade de acesso na rede? Existem sites que inacessíveis por conta de sua deficiência?
Quando os sites são em imagem pura é muito difícil [nota: vídeos em flash e outras tecnologias não podem ser vistos pelos softwares que os deficientes visuais usam]. Hoje, com a criação e adesão ao W3C e a lei da acessibilidade, os sites são bem mais acessíveis e a maioria a gente consegue usar.
Por que você escolheu a ESAB para fazer a pós-graduação? Mudou a sua vida profissional?
Porque no curso on-line eu pude fazer no meu tempo. E todo o material estava disponível, totalmente acessível. Haviam muitas imagens que a ESAB disponibilizava em texto para a gente. Então eu não tive dificuldade nenhuma.
A vida profissional muda, sem dúvida. Começa pelo lado financeiro. Eu tive uma melhorazinha de salário. E as portas vão se abrir, porque a partir de agora posso dar aula em universidade. Num concurso, é mais um título que eu vou ter. E também pelo foro íntimo: eu encho o peito para falar que tenho pós-graduação em Engenharia de Sistemas.
Você acha que os esforços (inclusive os seus trabalhos) para inclusão dos deficientes funcionam? Isso muda a vida dos portadores?
Eu acho que a gente tem que investir nisso cada vez mais. Cada esforço é válido e superproveitoso, traz cada vez mais deficientes visuais para o mundo. Antigamente, o deficiente ficava em casa, ouvindo seu radinho e era só. Hoje ele está no mundo, está na rede, no chat, envia e recebe e-mail, tem outras fontes de notícia. A gente está ligado ao mundo, participamos dos movimentos que surgem.
Para você entender: eu sou deficiente visual e tenho um filho surdo. Ele tem uma enorme facilidade para navegar, montar computadores ou instalar softwares, por exemplo. E tem muita dificuldade para se comunicar no dia-a-dia. Eu às vezes tenho muita dificuldade de me comunicar com ele, preciso criar.
De toda forma, a deficiência é uma dificuldade, sim. Por exemplo: ir ao cinema. O filme tem que ser dublado e mesmo assim, a gente perde detalhes, porque não vê a cena. Não posso ir daqui para outro lugar de carro agora, depois de conversar com você. O que a deficiência não pode ser é um impeditivo para viver.
É difícil paquerar, conhecer novas pessoas. Há muito preconceito, isso existe, é uma coisa latente no mundo.
Fonte: ESAB
em 13 de Março de 2009 @ 14:21 1.Ricardo disse:
Excelente matéria, parabéns!