Arquivo de Março de 2009
planejamento Marketing em 27 Mar 2009
Educação em 6º lugar

26/03/2009 - Uma pesquisa recente do Ibope aponta que a educação é a sexta prioridade do brasileiro. O problema do ensino passa a ser cultural. Para alguns, comprar um carro é mais importante do que investir em ensino. Sem falar que o ensino público tem a fama de ser ruim – exceto o universitário. O brasileiro está correto nessa avaliação. Na pesquisa do Ibope, a falta de qualidade do ensino é criticada pelos entrevistados como um dos fatores que levam a educação a ficar longe do topo da lista.
Embora educação seja exigência básica para os melhores postos de trabalho – quase 100% de bons empregos tanto públicos quanto privados exigem ensino superior – a situação financeira de famílias de classe baixa e recém chegadas à média obrigam os jovens a abandonar o ensino e procurarem um emprego. Anos depois, esse mesmo jovem descobre que pode perder o emprego para uma pessoa mais qualificada.
Para dar um choque de educação, o governo precisa valorizar o professor. Sem isso, nenhum país conseguiu avançar. Exemplos? A Finlândia, que até o início dos anos 60 recebia ajuda do Unicef, hoje é um exemplo de país com tecnologia avançada.
Atualmente, quem freqüenta um curso de licenciatura – que dá direito a lecionar no ensino básico – se sente um discriminado. Muitos professores perguntam a esses alunos vão trabalhar em escolas públicas e a resposta é sempre a mesma. “Ia, né, mas com esse salário…”. E isso é no país inteiro, de ponta a ponta.
Em outras palavras, não adianta construir prédios novos, instalar computador, ar condicionado e outros equipamentos, se o professor que estiver lá para comandar a unidade educacional não for bem remunerado. Não estimular os bons profissionais a encarar o desafio é um dos grandes problemas da educação no Brasil.
E um choque na educação não pode ser dado a curto prazo. Passamos 16 anos com dois governantes ditos progressistas – Fernando Henrique e Lula – que não tiveram vontade política de por em prática uma ampla e irrestrita reforma educacional. Medidas como estas são a médio prazo. Efeitos não surgem antes de 10 anos.
É preciso agir com rapidez. O Brasil tem hoje apenas 13% dos jovens de 18 a 24 anos cursando o ensino superior. É um índice ridículo, quando comparado com Chile e Argentina, onde 40% dos jovens nessa faixa etária ingressam na universidade. Pior ainda é saber que a evasão no ensino médio (antigo segundo grau) é tão grande que até dispensa a ampliação de vagas no ensino superior. Será que um dia algum governante ao olhar para esses números vai tomar uma decisão política?
Fonte: Diário de Cuiabá
e-learning Marketing em 27 Mar 2009
Inovação, a melhor saída para a crise

26/03/2009 - 26 de Março de 2009 - Quanto tempo durará a crise financeira internacional? Essa é uma daquelas respostas que vale 1 milhão de dólares. Infelizmente ninguém sabe ao certo. Sabemos que será longa e que trará uma profunda reorganização da economia mundial. Para muitos, vamos sair da crise com o fim da recessão. Mas não é só disso que se trata.
Se olharmos para trás, vemos que a grande depressão foi longa. A definitiva recuperação americana só aconteceu após a entrada na guerra. Antes disso, os Estados Unidos retrocederam até 1933, recuperaram-se e voltaram a despencar em 1934 e 1937. Em termos reais, o Produto Interno Bruto (PIB) americano só voltaria ao patamar de 1929 em 1940. Mas uma nova ordem econômica global só se consolidou depois do conflito mundial.
Não creio que vamos repetir a tragédia da depressão dos anos 1930 porque aprendemos com aquela crise. Hoje, os governos estão tomando iniciativas que seriam inimagináveis na época e temos, por sorte, a herança keynesiana. Ela não resolve tudo, mas evita que fiquemos discutindo o “ponto de vista do Tesouro”, que tanto retardou uma retomada econômica naqueles tempos.
Apesar das lições do passado, algumas questões ainda nos desafiam: Quando chegará ao fim a chamada recessão técnica? Quando teremos uma nova ordem internacional? Que nova ordem será essa? Qual o papel das economias líderes no novo contexto?
É possível, se não tivermos outro tsunami como o do ano passado, uma recuperação em 2010. Será duradoura? Difícil antecipar. Mas não é difícil antever agora uma corrida pelo papel que as diversas economias terão no mundo próximo.
No discurso feito em fevereiro ao Congresso norte-americano, o presidente Barak Obama deu o tom do seu propósito ao mostrar um programa de recuperação econômica voltado para a retomada da liderança dos Estados Unidos no mundo. Como? Fazendo uma enorme aposta no desenvolvimento tecnológico e em inovação.
Ao lado disso, propôs um ambicioso programa educacional que recupere o terreno perdido frente aos demais países industrializados. A afirmação é clara: “Numa economia global, onde a mais valiosa qualificação que você pode vender é seu conhecimento, uma boa educação não é apenas uma oportunidade - é um pré-requisito”.
No outro extremo do planeta não é diferente. O primeiro ministro da China, Wan Gang, não por acaso ex-ministro de Ciência e Tecnologia, também afirma que a solução fundamental para a retomada da economia mundial recai em um conjunto de inovações tecnológicas disruptivas. Para ele, isso vai requerer a emergência de novas indústrias, a criação de novos mercados e a busca de novas forças que impulsionem o desenvolvimento econômico.
Em muitos países está evidente que, mais do que a recuperação do nível de atividade produtiva, é preciso olhar além do horizonte para ver o que vai acontecer no pós-crise. A agenda anticrise é também uma agenda de preparação para o futuro e intensa em inovação.
No Brasil, também é hora de olharmos à frente do nosso horizonte. O mundo emergirá diferente ao se recuperar do desastre. Haverá uma nova onda de fusões e aquisições. Novas empresas líderes em alguns mercados, novos produtos, novas fronteiras tecnológicas.
Sairá melhor quem estiver mais preparado. Quem tiver boas políticas. Nesse sentido, a crise financeira não pode nos levar a reduzir a ênfase que temos dado ao tema inovação. Mais: não podemos descuidar do apoio ao esforço privado de pesquisa e desenvolvimento.
Nós temos chances nesse mundo. Não são muitas, mas existem. Claramente temos potencial em energias renováveis, na produção de alimentos, em petróleo e gás. Em muitas manufaturas de médio e alto valor agregado somos competitivos e temos um mercado relevante. Isso vale para automóveis, tratores, máquinas agrícolas, em alguns segmentos de bens de capital, no setor aeronáutico e em software. Temos demanda doméstica para sustentar uma indústria química e farmacêutica relevantes.
Mas o futuro de tudo isso se decide agora. Não adianta apenas cuidar da macroeconomia de curto prazo. Ela é vital para assegurar o emprego e a renda. Mas como nos mostra o exemplo de fora, é preciso orientar nossa energia para sermos mais competitivos, mais inovadores. É isso que fará diferença.
kicker: É preciso olhar além do horizonte para discernir o que pode ocorrer no pós-crise
Fonte: Gazeta Mercantil
e-learning & Educadores & Educação a Distância ESAB em 11 Mar 2009
Educação tecnológica
“O homem é produto do meio, da raça e do momento”, já dizia Machado de Assis.
E o momento a que me refiro é o da era digital, iniciada no fim do século 20, que traz, como herança, a revolução do conhecimento e da tecnologia. Vivemos cercados por recursos tecnológicos. Na medicina, vidas são salvas graças aos avanços tecnológicos. Nas atividades financeiras, sacamos dinheiro, efetuamos depósitos e pagamentos em caixas eletrônicos, sem interagir com um humano. Em nosso dia-a-dia, temos o elevador que, com simples toque de um botão, nos leva ao andar desejado.
Em casa, antes mesmo de aprenderem a falar corretamente, nossas crianças já sabem usar o controle remoto da televisão. Nas escolas, já existe a lousa eletrônica em substituição ao quadro-negro, onde o professor, por meio de uma caneta eletrônica, pode acessar arquivos e buscar páginas na internet.
Os laboratórios de informática e de ciências complementam os livros e a sala de aula. Através de login e senha, os alunos já podem fazer suas tarefas em casa via internet. As universidades, por sua vez, já oferecem cursos de ensino a distância.
Esses são apenas alguns exemplos que nos levam a pensar sobre a evolução tecnológica. Diante dessa realidade, nós, pais e educadores, não podemos deixar de nos preocupar em “alfabetizar tecnologicamente” nossas crianças e jovens para que possam compreender melhor o mundo que nos rodeia. Mas como? Qual a melhor maneira?
Grandes empresas, em nosso País, já estão encontrando essas respostas, pois elegeram o setor da educação para desenvolver suas propostas de responsabilidade social e lançaram projetos de educação digital para escolas públicas e funcionários de empresas cadastradas. Projetos que contam com a parceria de órgãos estaduais, instituições responsáveis pela educação em cada Estado.
Outra maneira encontrada por várias escolas para responder ao desafio pedagógico do uso dos recursos tecnológicos foi criar departamentos de tecnologia para capacitação dos professores para tirarem o máximo proveito da interação entre alunos e recursos tecnológicos.
Como são habituados à comunicação eletrônica e a receber grandes quantidades de dados e mensagens, os alunos geralmente confundem isso com informação fundamentada e conhecimento. Cabe à escola, nesse momento, um papel importante na educação e na orientação dos alunos sobre como se relacionar, de maneira eficiente e produtiva, com o grande universo on-line, principalmente no que se refere às pesquisas realizadas via internet.
Sabemos que não basta oferecer tecnologias se não prepararmos nossas crianças para uma educação que ensine a pensar. Essa, por sua vez, deverá ser alicerçada nos quatro pilares da educação que devem moldar o aprendizado: aprender a aprender, aprender a fazer, aprender a conviver e aprender a ser. As tecnologias não produzem nada sozinhas. O homem é o seu grande provedor e usuário, e só ele definirá uma utilização adequada ou não.
Pollyana Vieira de Andrade é pós-graduada em Computação na UCG, especializada em Consultoria na Fundação Getúlio Vargas e coordenadora de Informática no Externato São José
Fonte: O Popular
tecnologia & Informática ESAB em 09 Mar 2009
Empresas oferecem programas gratuitos

Grandes nomes da tecnologia lançam programas gratuitos de qualidade para enfrentar os rivais da Microsoft
Até um certo tempo atrás, quando a gigante Microsoft mantinha uma hegemonia quase inabalável sobre o mercado de programas para PCs, comercializados a altos preços, a ideia presente entre os usuários era de que os programas gratuitos (‘‘freeware’’) não ofereciam plena qualidade. Aos poucos, essa cultura mudou, graças às boas iniciativas ligadas ao software livre e a empresas que entraram para o campo do freeware. Hoje, grandes nomes da área de tecnologia — como IBM, Sun Microsystems e Google — surpreendem os usuários mais desavisados com a oferta de bons programas gratuitos.
A IBM é um exemplo de empresa tradicional do mundo da informática que hoje segue a tendência de incorporar ao seu modelo de negócio a oferta de versões gratuitas da maior parte de sua linha de software. Conhecidas com Community Editions, estas versões foram o meio, segundo a empresa, que ela encontrou para democratizar o acesso à informação e ao conhecimento para a comunidade acadêmica, desenvolvedores de aplicativos e para pequenas e médias empresas.
Ao todo, são cerca de 1200 produtos disponibilizados pela IBM à comunidade. Entre eles, para o usuário doméstico, o destaque é o Lotus Symphony. Trata-se de um pacote de programas de escritório que inclui processador de texto, planilhas e apresentações, servindo como alternativa ao Office da Microsoft. A versão gratuita do software foi lançada em 2007 e foi bem recebida pelo mercado. Em apenas uma semana, o software foi baixado por mais de 100 mil usuários. No ano passado, o Lotus Symphony foi eleito pela revista americana CRN (Computer Reseller News) como a melhor aplicação para desktops, ganhando o prêmio de produto do ano.
A IBM também oferece outros softwares gratuitos da linha Lotus, que podem ser usados para colaboração e aprendizagem a distância (e-learning). Os pequenos e médios negócios também são contemplados com programas como o DB2 Express-C , software que funciona como um servidor gratuito de banco de dados de produção, e o Rational Team Concert Express, programa para equipes de desenvolvimento de software.
Outro software de um grande nome da área de tecnologia que é bem avaliado por publicações especializadas é o pacote de programas para escritório OpenOffice.org, da Sun Microsystems. Numa matéria que compara o desempenho das principais ferramentas de escritório disponíveis, o site Information Week tece elogios ao OpenOffice.org por sua boa compatibilidade com o Office da Microsoft. Segundo a publicação, não há como errar na escolha desse software que torna muito mais fácil para o usuário migrar uma solução para a outra e continuar o trabalho já realizado sem prejuízos.
O pacote OpenOffice.org chegou recentemente à sua terceira edição — que atingiu cerca de 3 milhões de downloads em uma semana —, caracterizada por oferecer um bom suporte a múltiplos formatos de documentos, dentre eles o PDF. O OpenOffice.org é composto pelo editor de texto Writer, pelo editor de planilhas Calc, pelo software de apresentação Impress, pelo programa de desenho vetorial Draw, pelo editor de fórmulas matemáticas Math e pelo gerenciador de banco de dados Base.
Um dos nomes mais fortes na área de freeware é o Google. Uma pedra no sapato da Microsoft, a empresa mais conhecida por sua ferramenta de busca oferece, além do editor de textos e planilhas online Google Docs (docs.google.com), um pacotão de programas gratuitos. O Google Pack é composto por programas como o navegador Chrome, a ferramenta de segurança Spyware Doctor Starter Edition, o gerenciador de fotos Picasa, o gerenciador e reprodutor multimídia RealPlayer, o software mapas e imagens aéreas Google Earth, o antivírus Norton Security Scan, o gerenciador de arquivos Google Desktop, o visualizador de documentos Adobe Reader e o comunicador Skype.
Em mais um golpe contra a supremacia da Microsoft nas telas dos PCs, a última atualização do Google Pack passou a adicionar atalhos para o Google Docs, Calendar e o serviço de e-mail Gmail na área de trabalho dos computadores em que for instalado.
DOWNLOADS
Lotus Symphony: Pacote de software de escritório da IBM, com programas de edição de texto, planilhas e apresentações. Para download: http://symphony.lotus.com
OpenOffice.org: Pacote de programas de escritório da Sun Microsystems, composto pelo editor de texto Writer, pelo editor de planilhas Calc, pelo software de apresentação Impress, pelo programa de desenho vetorial Draw, pelo editor de fórmulas matemáticas Math e pelo gerenciador de banco de dados Base. Download: www.openoffice.org
Google Pack: O Google Pack tem atrativos como o navegador Chrome, a ferramenta de segurança Spyware Doctor Starter Edition, o gerenciador de fotos Picasa, o software mapas e imagens aéreas Google Earth e o comunicador Skype. Para baixá-lo, acesse http://pack.google.com
Fonte: Diário do Nordeste