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e-learning & Tempo & tecnologia & Informática & Universo Digital & Educação a Distância ESAB em 13 Nov 2007

Criar problemas é a solução!


Dizem por ai que a tecnologia veio pra resolver todos os problemas que não tínhamos antes dela. Então criar problemas é a solução!


Período Off-line

Fui bancário nos anos 80 e me lembro que tinha um horário certo para entrar e sair do trabalho, e quando saia do trabalho, eu saia mesmo! Eu tinha um computador, mas não existia a Internet, conseqüentemente não lia e-mails e nem ficava navegando por horas a fio, ele era usado como videogame, pois tinha jogos muito melhores que os consoles da época.

Eu ia para o trabalho ouvindo fita K7 no meu Walkman da Sony, não usava muito, pois as pilhas descarregavam rápido e eu nunca consegui ouvir as mesmas músicas muito tempo. Também não existia telefone celular e a única vez que um chefe me ligou fora de hora na minha casa, foi pra ir a um churrasco na casa dele. A única forma de enviar mensagens autenticadas na época era através do TELEX. Além de agüentar o barulho ensurdecedor da máquina, se você quisesse armazenar a mensagem tinha que gravar em uma fita de papel que parecia serpentina. Chats, só no 145 – O Disque amizade.

Eu comprava discos de vinil na loja, comprava livros na livraria, fazia pesquisas na biblioteca pública, visitava agências de turismo para ver as fotos dos lugares onde queria passar as férias. Por falar em fotos, eu gostava de fotografar e sempre ficava apreensivo esperando a revelação pra saber se ficaram boas ou não. E meu círculo de amizades era restrito a escola, trabalho, vizinhos e parentes.

Período On-line

Na época em que fui bancário, a categoria tinha em média 800 mil colaboradores. Hoje esse número é quase a metade menor, pois os correntistas fazem quase todas as operações pelo Home Banking. Vivo cercado de computadores e estou conectado o tempo todo. Envio e recebo, uma centena de e-mails todos os dias. Fico espantado quando alguém me diz que não tem uma conta de e-mail.

Hoje a indústria de games é maior que a do cinema. Com meu Podcast, posso passar vários dias ouvindo músicas sem repetir nenhuma delas e ainda vejo as notícias e novidades enquanto sigo para o trabalho. Conheci mais pessoas através da rede nos últimos 3 anos, do que nos últimos 30 anos off-line.

Compro quase tudo pela Internet, não só pelo número de opções, mas porque geralmente é mais barato e entregam na porta da minha casa. O meu celular tem tantas funções, que às vezes esqueço que ele é um telefone.

Ainda gosto de fotografar, mas a palavra “revelação” só consigo associar a um grupo de pagode. No começo dos anos 90, cheguei a gastar US$ 1200 dólares em ligações internacionais em um único mês, hoje ainda converso (e vejo) as mesmas pessoas sem gastar nenhum tostão.

Quem cria problemas, é a inquietude e a curiosidade humana. A tecnologia é a nossa solução.

A tecnologia transformou nossa sociedade, e isso se deve a nossa busca incessante pelo conhecimento, pela sede do novo, pela busca da perfeição. Conseqüentemente o grau de conhecimento exigido hoje é muito maior e a renovação do conhecimento deve ser constante.

Isso criou uma nova necessidade e uma solução inovadora: O e-learning.

Se nos anos 80, terminar o ensino superior marcava o fim do período escolar na vida de um indivíduo, hoje ele é visto como um passo importante, dos vários que um profissional terá que dar durante sua vida. Diante dos desafios e da velocidade do mundo globalizado (e conectado), o e-learning se apresenta como uma evolução na forma como adquirimos conhecimento, pois essa busca não tem fim e essa tecnologia (o e-learning) trouxe a solução para quem trabalha e precisa de horários flexíveis para estudar, assim sobra tempo para que possamos continuar fazendo o que mais gostamos de fazer – criar problemas que ainda não temos.

Por: Paulinho Uda

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Tempo & Homenagens & Educadores & cidadania & Literatura & dia do livro & Drummond ESAB em 30 Out 2007

30 de outubro - No Meio do Caminho

30 de outubro blog da esab OK - 30 de outubro blog da esab OK
No meio do caminho


O post sobre o Dia Nacional do Livro contou com a colaboração de: Ademir, Ana Paula do Paraná, Bravo , Danielle de São Paulo, Denise, Reggiani, Euza do Piauí, Evelyn Morales, Gabriela, Josefina (Jô), Magali, Manoel, Marcelo Soares, Nubia Ligia, Rodolfo Sikora do Ceará e Vera Lucia.

O dia 29 de outubro foi escolhido para ser o Dia Nacional do Livro, por ser a data de aniversário da fundação da Biblioteca Nacional (RJ), que nasceu com a transferência da Real Biblioteca portuguesa para o Brasil em 1810.

Eu resolvi postar hoje, dia 30, porque amanhã, 31 de outubro, é o aniversário do nascimento de Carlos Drummond de Andrade(foto), o maior poeta brasileiro. Drummond disse: “a leitura é uma fonte inesgotável de prazer, mas por incrível que pareça, a quase totalidade, não sente esta sede”. É verdade que o brasileiro em geral lê pouco, mas não é sobre estes brasileiros que eu quero falar.

“Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não lêem” (Mário Quintana)

Uma característica de quem tem o hábito de ler ficou clara nos comentários de vocês. Quem tem o hábito de ler, não consegue escolher apenas um livro ou o melhor livro, cada livro é único, cada livro trás um sentimento diferente, uma experiência nova, uma nova visão. É como perguntar para uma mãe, de qual filho ela gosta mais. Não dá pra escolher.

“Um país se faz com homens e livros” (Monteiro Lobato)

Pessoas que tem o hábito de ler, também tem as seguintes características: sabem analisar, deduzir, induzir, se expressar, opinar, entender, classificar, participar. Aprendem a multiplicar o conhecimento, tem auto-estima elevada, raciocinam com clareza e velocidade, praticam a cidadania, procuram compreender a natureza humana e a si mesmos, por isso são melhores pais, melhores filhos, melhores amigos.

“Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever - inclusive a sua própria história” (Bill Gates)

Vivemos na Era do Conhecimento, da Informação, da Cibernética, das bibliotecas e livros virtuais. Talvez o livro mude de corpo, perdendo suas páginas de papel e se transformando em números binários, digitalizados na tela do seu computador ou e-book, mas a alma do livro permanecerá, assim como os registros de nossa breve existência.


Por: Paulinho Uda

Geral & e-learning & Tempo ESAB em 09 Out 2007

O que você faria se tivesse mais tempo?

WhiteRabbit ESAB - WhiteRabbit ESAB



Na correria do dia-a-dia é muito comum deixar passar despercebidas coisas triviais, como um sorriso, um bom dia, uma paisagem, um pôr-do-sol. As pessoas vivem apressadas e olham para o relógio como se fossem o Coelho Branco de Alice nos Pais das Maravilhas. Como se fosse possível pegar fragmentos de minutos economizados e guardar numa caixa para usar depois.



Well. E se isso fosse possível? O que você faria?

A atriz e comediante americana Ellen DeGeneres, fez essa mesma pergunta em sua turnê de 2003 “Here and Now”, exibido no Brasil pela HBO, e a resposta não poderia ser outra: “Nothing!”. É exatamente isso que faríamos, nada! “Não é disso que se trata? Fazer nada?” Completou Ellen.

Cheguei a conclusão que não sofremos de falta de tempo, mas sim de excesso de afazeres e preocupações.

Observe esta frase: Não tenho tempo pra nada!

E se você tivesse tempo “pra nada”, será que você saberia fazer nada?
Talvez seja esse o problema, nós não sabemos ficar sem fazer nada e acabamos enchendo nosso tempo livre com mais ocupação.

Já que não conseguimos ficar sem fazer nada, podemos pelo menos ter mais qualidade de vida. Existem várias definições para qualidade de vida, mas a que eu mais gosto e a do Alexandre Freire da FGV Management, “Qualidade de vida é a busca permanente do equilíbrio entre os diversos papéis e atividades que exercemos todo os dias”. Ou seja, qualidade de vida é saber administrar bem seu tempo.

Como diria Walter Longo, “Porque almejamos a vida eterna se não sabemos o que fazer num domingo a tarde?”

Por: Paulinho Uda